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Espinhos

Espero que nunca te esqueças que numa sala a abarrotar de gente, vou sempre pôr-me em primeiro lugar. Aprendi a não tropeçar no mesmo erro demasiadas vezes, miséria a tua.
Ficarei no meu patamar, observar-te-ei fingindo-me cega, fingindo que as tuas mãos não eram as únicas que me protegiam dos demónios que caminhavam no meu mundo em plena luz do dia.
Tu já tinhas nome antes de eu saber da tua existência, antes de eu saber que esses braços me trariam saudade nos momentos mais frios das minhas noites quentes, chamar-te-ei amor em todos meus rascunhos de café.
Se decidires voltar e andares à minha procura nestas ruas onde fomos mãos dadas e carícias corajosas, serei da noite consciente do que lhe dou e do que não te darei.
Se pudesse coroava-te de espinhos, em tempos coroaria-te de rosas se não me tivesses ferido por me ter envolvido na tua beleza sem medo de te tocar.
"Disperso em ti serei mais eu", hoje sei que me mentiu este poema.
Dispersa em mim serei mais eu.

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