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Amor sóbrio

O que é que para ti foi ser feliz comigo? Era estarmos juntos ou era só amares-me dos joelhos ao umbigo? Sim, porque depois o resto já não era contigo. Todo o teu corpo cheira a perigo e como eu não consigo dispo-me e sigo à procura de abrigo.
Mentaliza-te que não anda tudo à volta do sexo e mesmo que com o movimento das minhas ancas te deixe perplexo este conto é demasiado complexo e poucas vezes as discussões tinham nexo. Sempre fomos um elo pouco conexo.
No final acabas sempre a correr da porta para fora porque já passou meia hora, tens compromissos marcados e ela não pode dar conta da tua demora. Mas ela nota. Reza, chora, implora pelo que não lhe podes dar e acaba por me culpar por todas as vezes que te vais embora e por todas as noites que passas fora sem a avisar.
Acho ridículo e acabo por acender um cigarro de mente e corpo vazio. Eu já não choro quando me deixas à nora a desejar mais. Lembra-te que cada vez que me levanto tu cais, não és o único barco a atracar no cais e nunca foste o tipo de rapaz que fosse apresentar aos meus pais.
Porém todo o amor sóbrio às cinco da manhã é puro e a essas horas no meio de conversas contigo quis um futuro. Mais uma vez juro que deitava abaixo este grande muro em prol de recuperar este tipo de amor imaturo.

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