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Paragens

Senti o telemóvel vibrar a meio da noite, o teu nome no ecrã, fiquei incrédula. Eras tu, virtualmente mas eras tu, perguntei tanto por ti nestes dias às paredes do meu quarto, confidentes neutras tão pacientes.
Adormeci a pensar em como, para ti, nunca fui um destino mas com o passar do tempo tornei-me numa constante paragem.
Nunca entendi se paravas por necessidade, capricho ou apenas pelo prazer de me mexeres no íntimo, foderes-me o psicológico ( já que este foi a única coisa que fodeste em condições ), se é que já não vais parar mais nenhuma vez.
Eu estava pronta, daria tudo para juntar os pedaços sempre que ias a baixo... no final de tudo os estilhaços espalhados, irrecuperáveis são apenas os meus, irónico.
Esquecendo isto pergunto-te mais uma vez se vens ou ficas, já não dá mais para camuflar a indiferença que demonstro ter sempre que me perguntam por um "nós" que mal houve.
Volto-me a encontrar, mais uma vez e duvido que seja a última, nua de inibições e orgulhos para te sentir mais fisicamente próximo e nem me importo assim tanto se a tua cabeça não estiver comigo no momento.
E na espera acendo um cigarro com a desculpa de matar o tempo mas, na verdade, é com o intuito de me matar o sentimento restante. Acompanho-o com um café para me despertar da dormência com que me deixaste.
Volta a (re)parar em mim e fica.

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