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Agradeço-te

Agradeço-te por tudo. Agradeço-te essencialmente por me teres destruído, por teres levado todo o meu calor nos teus braços egoístas, todos os meus beijos carregados de sentimentos nos teus lábios, por este vazio que abandonaste à minha beira.
Agradeço-te por me teres elevado aos céus, mesmo eu não tendo qualquer tipo de crença, e agradeço-te, também, que depois disso me tenhas largado na desgraça da vida, no ápice do meu desgosto adolescente.
Agradeço-te pelo disco riscado de memórias adocicadas e traumas picantes preso no meu consciente, pela novela de mau gosto, pelas cenas dramáticas desnecessárias a que me obrigaste a passar apenas por seres alguém que pouco sabe o que quer e/ou o que gosta, (oh, tirem-me deste filme).
Agradeço-te pelas dúvidas existenciais, pela fraca autoestima e pelas marcas emocionais que deixaste com os teus erros imaturos (apesar de também não me esquecer das marcas físicas, quando brilhávamos no escuro).
Agradeço-te por me teres fechado, agradeço-te ainda mais por teres perdido a chave... ainda que não tenha ficado admirada fico estupefacta em como trocaste tudo comigo pelo benefício, temporário, do que tens entre as pernas.
Agradeço-te por tudo porque hoje sou arte, porque hoje faço e partilho a arte em mim, porque hoje conheço o mundo com olhos diferentes, porque hoje vejo o mundo com a ponta da caneta.

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