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A missão é bater à porta certa

Onde estiveste este tempo todo? Procurei o vício que tenho por ti em todas as pontas dos meus cigarros, em todos os copos a transbordar de tinto. 
Procurei por ti, ainda penso que procuro, especialmente nas pessoas que se cruzam comigo no metro, mas é raro encontrar alguma parte de ti em quem me agarra. 
Agarro-me a rostos familiares, mas o teu físico ultrapassa sem tentar, obrigando-me a sair a meio da noite de qualquer quarto.
Passamos a vida a bater à porta errada, três toques e um coração, que, do nada, nos leva a desvendar um mundo novo, um mistério novo, uma perspetiva nunca antes vista e muito mal sentida.
Porém, contigo, tenho o mundo aos meus pés e, sem pudor, este sentimento atacou-me veementemente deixando-me totalmente atordoada, que sensação inexplicável. 
Vou passar pela tua porta sem avisar, ficar algum tempo contigo, na tua companhia e da de um bom som que nos envolvesse na sua musicalidade. 
Vou escrever para ti durante a minha estadia... no entanto moves-te como arte e tentar captá-la e prendê-la numa página pouco estimada seria uma autêntica burla. 
E peço desculpa antecipadamente se, em dias mais incertos, me esconder por debaixo desta arrogância fingida. Não tenhas medo de me descobrir, por favor até te peço para que me descubras já que eu mesma não fui nem serei capaz de me descobrir completamente. 
Quero que me arrastes, arrasta-me para fora deste vício de não te querer mais do que te quero já que ferves e eu estou disposta a queimar-me. 
Mas sei que apanhas qualquer mulher como um transporte público, como se qualquer mulher te levasse para um lugar mais seguro, pensas que estás em casa mas apenas estás perdido em mais um beco escuro.
Não me consumas, corpos tão frágeis como o meu e almas tão leves como a minha são para serem protegidos do que o mundo tem de pior e tu neste momento és tudo o que o mundo tem de melhor. 

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