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Lembras-te do nosso último reencontro? De como me pediste para aparecer no café em frente a minha casa? Aceitei, queria ver até que ponto o teu monstro se tinha dissipado.
Apareceste acompanhado com amigos e essas tantas saudades que dizias minhas, nunca passaste de um mentiroso.
Nessa noite bebeste e eu simplesmente deixei-me andar pelos bares enquanto tu desaparecias por entre saias até que surgiste embriagado no parque a pedir desculpa pelos copos a mais. Os teus amigos foram a minha companhia e quanto mais me conheciam mais se questionavam porque não estavas ao meu lado, eles sabiam bem o quanto eu te puxava porque eles mesmos eram puxados pela maneira que eu dançava e olhava a sorrir... oh coitados que não sabem que o diabo também assume forma humana.
Nessa noite disseste que me amavas, deixei-te falar e deitei-te numa cama que não seria a minha.
Há muito que não sentia nada por ti excluindo pena, pena por seres quem és, por me teres tentado arrastar mais uma vez para esse teu jogo doentio. Ensinaste-me a lançar os dados mas eu fiz mais do que isso, tu sabes...
Era isso que mais te atraía para mim, eu dizer que não, eu ser fria e negar-te mesmo querendo. Gostavas disso não gostavas? Quanto mais te recusava mais violento seria um embate sexual da próxima vez que tivéssemos juntos, mas nunca houve uma próxima vez porque eu já não te amava e tu sabias disso.
Deixaste a bebida falar uma verdade enquanto eu te apanhava em mais uma mentira.

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