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O porquê de seres arte

Sempre acreditei que todo o amor corrente neste corpo seria das artes, nunca estive cem porcento errada. Não digo que seria para todo o sempre, mas sim no sempre presente.
Julguei que te amava, julgo que houve um dia, por entre esses nossos passeios de mão dada, que até fosse real o sentimento, não mútuo, mas talvez sincero. Assim pensei pois fazia de ti arte tanto no papel como nos lençóis. Com o passar dos anos fui criando epopeias nunca vividas ao teu lado mas com a tua essência, aquela que criei para ti. Foi pela ideia que escrevi sobre a tua pessoa, o teu alter ego na minha cabeça, a tua persona nos meus pensamentos, que cai em decadência nos teus braços humanos.
Contudo, já rasguei muita folha com o teu nome, já parei de dormir na minha cama nas noites que tinhas passado comigo só porque as cobertas tinham o teu cheiro e este enojava-me só porque te tinhas deitado nelas, só porque eras humano e não papel.
Nunca chegaste a ser aquele amor de novela, intenso e criativo, nunca passámos do sentimento cru e físico que nunca se alimentava o suficiente para lhe dar nome.
Mas, de alguma maneira, posso dizer que foste arte...não porque és livre como tinta chinesa no pincel, nem viciante como estupefacientes em linha... és arte, não por ti mesmo, mas porque assim te fiz nela, apenas porque te tornei em monstros, contos, sonhos e muito menos humano.

1 comentários

  1. Meu deus, que texto tão bonito. Dá-me tanta alegria entrar em blogs de pessoas que escrevem tão bem. 😍
    Beijinhos!
    https://grandesonhadorablog.blogspot.pt/

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