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Amor é fogo que arde sem se ver

Saudades são simples retratos da tua ausência, mas a tua presença já não me satisfaz tanto como um leve copo de pé, fino e sem jeito de pobreza, meio vazio do whisky mais rasca que a minha carteira conseguiu suportar.
Hoje não vi o mar mas senti-lhe o cheiro na roupa lavada que vesti sobre a pele semi molhada após o duche matinal (como quem acorda ao meio dia), a mesma que usei na nossa aventura à beira da praia, entre o fogo de artifício e a música que abafava qualquer motivo que nos impedisse de recuar naquele único momento.
Entretanto tem sido a mesma conversa, é a música, as luzes, os jogos e as pressas que nos impulsionam um contra o outro; e tu nem me tocas mesmo quando estás colado a mim.
Sofro de um vasto desgosto, leve, de quando a quando, te quero, cruamente, o corpo e, ignoro, friamente, a alma, como se fosses uma bola decorativa, oca e vazia mas deslumbrante para a vista. Sei que não o és, mas eu não quero saber assim tanto.
"Amor é fogo que arde sem se ver", dizem eles (ignorantes)... mas eu ardo... e a chama é bem notória e nunca, contigo ou com outros, significou amor. Não esperes que no final do coito te sussurre ao ouvido palavras que não sinto, não esperes tocar-me e sair ileso sem qualquer queimadura, física ou emocional.

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