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Queimem as bruxas!

Eu também me afastaria se não entendesse, fugiria de mim a sete pés (quem me dera ter esse poder) mas eu entendo-me, eu vivo-o, eu sinto-o, eu vejo-o e, mesmo assim, o mundo faz-me cega.
Quando era pequena não entendia o porquê de ter tamanhos pesadelos, de sentir o sufoco de cada espírito choroso de desespero por ajuda ou maldade, não entendia o porque de me afogar enquanto dormia. Nunca liguei. Agora tenho voz de louca, qualquer pessoa diz que a sanidade não nasceu comigo, mas eu moro num mundo onde todas as realidades são possíveis. Porque não acreditam eles? Também não acreditaria, correria pelas cidades "Queimem as bruxas!" mas neste sonho lúcido sou eu que ardo tanto por dentro como por fora, tanto viva ou morta.
Quem me dera que bloqueassem esta parte minha, nenhuma droga me faz sentir dormente ao ponto de não pensar, não sentir. Senti-me a ir a baixo, um ambiente tão negativo que me deitava a baixo... o... ar... é... tão... pesado e as ambulâncias tem sirenes com toques demasiado elevados.
A ala psiquiatra já conhece as cicatrizes que escondo na escola e os comprimidos são mais do que a comida que servem nas cantinas. Só queria não os ver, que a lua não fosse minha inimiga.
Atualmente, conheço-te como os meus demónios, trouxeste-me luz mas vês-me às escuras. Queres trazer-me paz, não te censuro. Mas como é que me podes aceitar se me queres roubar as minhas sombras? É por também teres que carregar com elas? Apareceste quando mais precisei, ouviste cada monstro meu sem dizeres que o monstro era eu. Apareceste e eu dei-te tudo, agora peço-te um favor. Acende a luz e vê todos os lados de mim.

1 comentários

  1. Já estou a seguir o blog. Obrigada pela iniciativa na página do facebook.

    Vânia Nunes
    www.vanianunes.pt

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