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pensamento de revolta

Costumava revoltar-me nas aulas de língua portuguesa quando iniciei o básico cada vez que me obrigavam-me a escrever uma composição. Eu, na minha imaginação, criava dragões, sonhos, furacões, emoções que nunca tinha sentido e tentava, meticulosamente, passar tudo para o papel com o intuito de lhes dar vida com uma letra impecável. No fim, lá ia eu, orgulhosa do meu trabalho, de nariz empinado, entregar a folha de papel meio amarrotada.

...contudo, na hora de entrega, avaliavam-me a escrita e nunca a alma.

Agora ainda me revolto, mas de outras formas.
Revolto-me quando me avaliam o físico sem se importarem se sou tão ou mais bonita por dentro...
...até os livros abertos merecem ser lidos.

Revolto-me quando me mato a estudar e nas pautas só apontam a maneira como falhei, revolto-me quando se deixam cegar pelo fumo do meu cigarro e não vem como realmente sou.
Gostava de não viver num mundo de aparências...
...onde a minha voz não se tivesse que se vestir de maneira a não ser eu.

2 comentários

  1. Olá! Gostei realmente muito do texto! Por vezes também sinto que vivemos num mundo em que todos notam os nossos erros mas ninguém repara naquilo que fazemos bem.
    Parabéns e beijinhos!

    biaentresonhos.blogspot.pt

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  2. Adorei o texto! E adorei o teu blog, já estou a segui-lo!
    Beijinho
    http://omundodajesse.blogspot.pt

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