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Expostamente indentificado

Gostava de ter certos controlos sobre o meu corpo, que não se notasse cada desejo que tenho pela simples forma como te olho tanto de perto como à distância... podes nem estar na mesma sala que se nota evidentemente o quanto te quero. Gostava que não se notasse cada nervoso miudinho cada vez que acendo um cigarro com a esperança que as desilusões desapareçam por entre a névoa de fumo que se gera à minha volta, que as minhas mãos deixassem de tremer involuntariamente quando o teu nome se faz ecoar na minha cabeça.
Acabo por entender porque foste embora: não tinhas amor para dar... só corpo e esse já eu o conheço de cor. Querias sentir outras mãos a acariciar-te o rosto, a rasgar-te as vontades, mas elas tocam onde guardaste o meu perfume. Sei que ainda te recordas e que, em certos momentos ainda voltas na esperança que te dê tudo aquilo que sempre estive disposta a dar, que te receba de braços abertos apenas por vires com aquele sorriso desajeitado, tal e qual como fazias no secundário.
Mas enganas-te! Há de chegar o dia em que me vais bater à porta com o intuito de ficar e eu não vou estar. Vou estar ausente, nas aventuras que sempre me privaste, vou-me soltar das correntes emocionais das quais sempre fui refém por achar que a honestidade em ti era tão clara como os teus olhos. Claramente que o único facto em ti que eu sei por certo é que mudaste e que eu continuo a achar que ainda és o mesmo rapaz docemente emocionado com a vida por quem eu me deixei embalar este tempo todo.
Hoje posso, por enquanto, lembrar-me dos danos que causaste em todo o meu ser, mas não chorarei.
Hoje pode não fazer sentido mas agora sou livre.

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