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A ausência de um não, não é um sim

As gargalhadas e ruídos impunham-se enquanto ela bebia o seu copo de sangria que trouxera de casa, sentada e quieta, a pensar no porquê de ter saído de casa para passar frio e ficar ali, imóvel e turva. Pensou na quantidade de motivos que dava ao ar apenas para beber e como nenhum deles era plausível. Pensou nisso até que ele a abordou. Ela sorriu. Não o conhecia mas aparentava ser um rapaz "às direitas" para além do seu aspeto vistoso e composto. Tentaram falar, porém o barulho era ensurdecedor... ela seguiu-o até um quarto. Pouco falaram até que ele a assaltasse com um beijo. Ela desviou-se e tentou abrir a porta, porém em vão. Sentiu-lhe as mãos por baixo do vestido, a prendê-la contra ele.Ela gritou. Ninguém ouviu. Cada toque parecia uma faca a passar pela sua pele, frio, doloroso. As marcas não seriam visíveis mas seriam fundas. Ela sentiu-se a ser penetrada, ele levou-a numa visita ao inferno. No fim, trancou-a no quarto esvaziada em sague, de roupa rasgada, praticamente inconsciente estendida na cama. Culpou-se por cada vez que se sentiu cheia dele, por cada vez que ele lhe gemeu ao ouvido e ela gritou. Se tivesse aceitado aquele beijo agora poderiam ser felizes num encontro à luz das velas e mais tarde os sons de prazer podiam ser de ambos. "Mas eu tinha que me desviar..." 
Ela não tinha uma roupa provocante, nem mencionou palavras equivalentes a um "eu quero ir para a cama contigo", ela nem queria um beijo.
E podem-se perguntar porque é que ela não disse não... Porque ela gritou e ninguém ouviu, ela chorou e pediu perdão a deus. Porque ela viu o diabo na cara daquele rapaz enquanto a violava e sabia que ele não iria ter misericórdia. ´
Quando acordou sentiu-se suja, como nunca se tivera sentido na vida. Perguntou-se se valia a pena tentar sair daquele quarto...

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