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Mãos vazias

As tuas mãos sempre foram tão diferentes das minhas. Admito que um dia acreditei que elas se encaixariam perfeitamente entre os meus dedos. As tuas faziam magia na minha seda natural, pequenas marcas que nunca foram visíveis aos olhos dos mortais. E as minhas, pobres elas, apenas criavam frases sem nexo sobre ti. Nunca se conseguiram expressar de forma a que ficasses e agora só manifestam dissabores sobre amores que nunca vingaram e palavras que nunca tiveram coragem de se expulsarem a elas mesmas destes pulmões cheios do fumo, proveniente dos cigarros que consumo ao ver passar o tempo (já que as tuas deixaram de me manejar com o passar do mesmo).
Estas mãos, a medo, apenas tentavam fazer arte e sempre sentiram que falharam a cada vez que varriam o teu corpo.
Estas mãos, agora sós, apenas limpam o meu rosto do rasto salgado que foge dos olhos que um dia te viram como obra prima.
Hoje em dia, estas mãos vazias, mendigam carinho e perdem-se em noites turvas apenas porque tu e as tuas decidiram que nunca amaram verdadeiramente as minhas.

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