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Como de Costume

(Não cobiço mais do que aquilo que te posso querer)
Assim, inocentemente, só por existires sem culpa, fazes com que me perca em pecados carnais.
Não és objeto confiscado nem roubado e julgo que te possuo, julgo que me desejas tão intensamente assim como eu te desejo.
Acabo por me enganar e sonhar contigo todas as noites, acabo por me negar porque nego qualquer realidade em que não nos cruzemos na rua para dizeres que me ambicionas, que me levas deste mundo para um alternativo longínquo.
(Troce o braço, fala)
O teu silêncio derruba-me como se levasse um excerto de porrada com um cinto de couro, as marcas não são visíveis mas há quem consiga meter o dedo na ferida até a dor se tornar insuportável. De um momento para outro vejo-te, é só uma ilusão.
(Desembucha, sobre o que quiseres)
Estarei aqui, sentada no cadeira habitual, no café onde passo a vida a fazer, ou a tentar fazer, bolinhas com o fumo e truques diversos para preencher o espaço de tempo em que não me dizes nada e nada tenho para te dizer.
(Ou então cala a minha boca com a tua)
Se me preencheres de silêncio então que seja fisicamente, materializa-me, torna-me tua. Deixo de te querer possuir para que me possuas.
Seria tua se assim o quisesses.
(Como de costume).

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