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Mortalidade

Não sei se te procuro ou se é com o intuito de te perder no esquecimento cada vez que me cruzo e me debruço com um corpo tão aceso quanto o meu numa noite que brinda com todas as luzes presentes para celebrar um amor embriagado e perdido de dores.
Vagueio na parte mais frágil do seu corpo, estas cordas vocais não se encontram aptas para pedirem socorro, portanto perco-me em si e enforco-me nas palavras que nunca disse.
Encontrará uma promessa do paraíso sempre que partilhar os mesmos lençóis que me cobrirão. Irá se despir pela paixão que o álcool arrasta juntamente com a madrugada e acordarei-o com um tom de despedida sem grandes cerimónias.
E peço desculpa se em cada ser que pratico este meu ato humano procuro um parcela de ti.
Descobri a minha mortalidade enquanto partilhámos o primeiro momento e cheguei à conclusão que quem nunca amou, nunca viveu e quem não vive, não morre... Será que abriste mão da tua imortalidade comigo ou guardaste-a só para ti num ato egoísta?
Talvez eu sinta muito mais, todo o amor e a poesia... talvez eu sonhe demasiado alto com alguém que partilhe a mesma folha que eu, mesmo que acabe a tinta.

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