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a culpa é do vinho

Sendo eu mais uma rapariga normal com os meus desgostos fúteis para afogar, encham-me novamente o copo! Lá beberei um copo a mais do que esperava e outro que já nem me iria lembrar da sua frescura e amargura na minha boca.
Noites frias aquecem, gargalhadas altas e constantes voltam a trazer o brilho dos meus olhos, danço com as ruas e mergulho na noite sem medo de ninguém nem de ser eu própria, gostaria que fosse sempre assim sem precisar de qualquer incentivo líquido.
Conheço pessoas mas já não sou capaz de decorar os seus nomes portanto decoro os nossos momentos, digo palavras cheias de coragem e fumo os meus cigarros lentamente porque me sabem melhor que o normal.
Peçam-me mais um copo, deem-me mais um abraço bêbado e digam que me adoram e que nunca me vão deixar.
Na manhã seguinte a minha cabeça vai latejar de vingança pelos elementos tóxicos espalhados pelo meu sistema, reconheço isso. Contudo, a ressaca matinal vai me trazer as memórias desfocadas da noite anterior. Irei me rir sozinha com a luz a arder-me nos olhos.
Suspiro e conforto-me em flashbacks.
A culpa é do vinho tinto.

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