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Menos anjos e mais demónios

Peço-te que me percas duma vez para não me perder a mim própria. Aceitei todos os teus demónios até ao momento em que a minha penitência me foi imposta por ter tentado iluminar a tua escuridão.
Antes de te conhecer nunca pensei que a expressão "coração partido" fosse sentida de uma forma tão literal, as noites em que acordava exaltada com um aperto no peito por não estares presente são incontáveis. Perdi a paciência para novas experiências de vida com outras pessoas nos lençóis que me apresentaste. Tu bastavas mas eu nunca era o suficiente para ti. Levaste-me ao céu enchendo-me de demónios sendo eu só luz e inocência. Graças a ti o escuro dos meus olhos passou a conhecer apenas os meus pecados interiores que se começaram a revelar desde o primeiro beijo.
Não posso negar a necessidade de ouvir o teu nome nem a vontade de te sentir na ponta dos dedos sem antes me negar a mim e a todos os meus restantes traços de luz. Acabámos sempre por frequentar caminhos interditos, guiados por todos os demónios da nossa relação.
Sempre te quis por inteiro mas só me davas metades pouco satisfatórias em dias de sorte. Deixaste a descrição do inferno escrita na minha pele antes de eu te dizer adeus e agora os meus anjos abandonaram-me juntamente com a tua presença. Porém os teus demónios ficaram em casa, agora habitam nas imperfeições do meu corpo, no brilho dos meus olhos e no canto do meu sorriso.

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