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Cigarros

O silêncio tem sido um cruel aliado entre nós mesmo assim consegues acabar noites suficientes na minha companhia para me deixares imunda no pecado que nos une.
Apago-me tão rápido como um cigarro. Fumas-me à pressa e satisfeito abandonas-me num cinzeiro juntamente com todas as minhas cinzas e arrependimentos.
"Tem calma! Estou aqui e não pretendo ir a lado nenhum." Mas foste. Não voltaste. Demoraste o tempo que querias comigo mas saíste a correr de um ambiente que ainda estava em brasa. Acendeste-me e eu ardi como se nunca tivesse brincado com o fogo. Perplexa pela tua figura vidro-me na maneira em como me manuseias agilmente, incendiando-me. Perco o receio de arder. Apagaste-me.
Não sou uma pausa de 5 minutos, um calmante após um stress ou um simples prazer após o café.
Se queres que seja um cigarro torna-me no primeiro da manhã, naquele que te acorda e te lembra o sabor da vida. Torna-me no último cigarro do maço, aquele que não partilhas nem dás e que guardas para o momento mais apropriado.
Eu ardi e tu ficaste satisfeito. Acabaste por ganhar ou por apagares-te como eu?
Cinzas transbordaram duma vida partilhada a dois, o limite foi atingido. O maço está vazio. Tu já não estás tão satisfeito. Tentas-me procurar mas eu ardi.
Se algum dia me acenderes novamente, aproveita-me e não me apagues tão depressa.

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