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Tudo ao natural

Senti a adrenalina que me corria nas veias a dividirem-se, a separarem-se como ramos duma árvore a ponto de tocar no céu. Vi-te. As minhas folhas caíram, despi-me a uma causa natural. O vento deitou-me a baixo e por vento refiro-me às palavras que não disseste ou que voaram por um rumo diferente de onde eu me encontrava. Fui oferecida a um tornado emocional com o teu nome.
Deixei-me flutuar do rio para o mar, queria uma maior dimensão do universo à minha volta. O silêncio reconfortou apesar da tua ausência me ter perturbado inicialmente. Habituei-me.
Revelei-te as minhas raízes, cortaste-me o cepo, senti-me exposta e demasiado visível ao sol que me queimava habitualmente a pele que tu marcavas com dedicação. A luz tornou-se numa estranha e noite numa forte aliada.
A floresta que me rodeia já pouco me diz, sou só mais uma árvore abatida que pensa que ainda se mantém intacta, a esperança é o único sentimento que teria que permanecer. Alucino sobre as faces da lua misturada com as faces que tu me apresentaste, tantos "tu" numa só pessoa levaram-me a uma exaustão camuflada de prazer, de sentimentos que não existiram e de momentos (aqueles que me esforço em esquecer e não consigo)... repetição de histórias que poderiam ser facilmente evitadas.
Já nada me diz nada, já pouco me diz alguma coisa. E já nada nos envolve naturalmente, o universo à minha volta já não te chama, ele costumava gritar por ti, só o meu interior é que ainda sussurra o teu nome nas noites em que a minha árvore tomou consciência da sua rotura emocional.

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