Slider (Add Label Name Here!) (Documentation Required)

Saltando partes

Tínhamos tudo para sermos nós mas havia uma demasia de nós na nossa ligação. Não estava para embaraços já que sou embaraçada por natureza e entre nós era tudo tão natural...
Aproximas-te e eu afasto-me, afastados dançamos num ritmo constante de orgulho e rancor. Avanças, recuas, despimo-nos simultaneamente deixando as almas totalmente nuas, percorremo-nos nos corredores como se fossem ruas, largamos os medos amarrotados à porta do quarto, vergonha espalhada em todo o lado, contudo os corpos despertos falam mais alto e entre despedidas tão amargas o teu corpo fica extremamente salgado (vamos saltar esta parte).
Agora alucino com o teu nome escrito pela cidade porém prossigo fingindo que nunca fui tua, com uma calma que nunca conheci.
Concordo que nos devíamos saborear uma última vez, é que ultimamente tudo me conduz à eminente vontade de recordar o escuro partilhado contigo, a maneira de como me manipulavas com a tua respiração controlada colada ao meu pescoço, por vezes descendo até à minha coxa (mais uma vez vamos saltar esta parte).
Não te agrada a ideia? Poder voltar a trás num segredo que iria ser só nosso para mais tarde lembrares o prazer que foi teres a minha companhia numa noite tão fria, quase tão fria quanto eu... esta arte nós sabemos dominar, a arte de nos desejarmos umas horas para o resto do tempo ignorar que ainda nos desejamos.
É absurdo como te anseio tão apressadamente, a vontade humilde do meu corpo adolescente que tropeça na pressa de te conseguir apanhar (olha para trás! olha para mim! não quero saltar esta parte).

0 comentários:

Enviar um comentário