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Podia ter sido

Podia ter sido o amor duma vida, não foi. Não me soube entregar inteiramente como sou. Entreguei-me a garrafas baratas com rótulos duvidosos durante estas noites todas para ver, em vão, se a vontade de me entregar a ti me largava. Não largou.
Crias conflitos, baralhas-me. É horrível, não me sais da cabeça. Primeiro, nunca queres que durma na tua cama e para me despachares dizes sempre que estás com muita pressa.
Ainda me perguntam por ti. Não respondo. "Quem cala consente". Mantenho-me sempre calada, o silêncio de quem mente. Nunca sei se brincas ou se dizes a verdade. Perco-me em ti, completas-me e, honestamente, se és uma peça encaixas na minha metade.
Neste momento sigo apenas os meus impulsos primitivos ignorando qualquer impedimento que possa surgir no meu consciente. Comecei um jogo de pura indecência abandonando toda a minha inocência. Podia ter sido o amor duma vida, não foi. Já não me foco em ti mas sim no meu reflexo cada vez que olhavas para mim, foco-me na mulher em que me tornei... tão fria, tão vazia, tão sem ti mesmo quando a tua pele cola-se na minha.
Agora somos só sussurros, provocações em público. O sentimento perdeu-se com a remota hipótese que podia ter sido o amor duma vida. Mas não foi.

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