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Natal?

Ao início tudo nos passa ao lado, talvez por causa da cegueira inicial, a forma como encaramos o mundo ou então por não sabermos o significado das palavras. É uma idade engraçada. Na infância apenas importa o mito, as prendas, a família com os pijamas a condizer, as fotos e as gargalhadas, a dança das luzes com o barulho, a "magia" que o dia expressa e a ternura da refeição que nos é apresentada à mesa.
Acabou. Este ano há lugares vagos ao jantar e na tentativa de aliviar a tensão e forçar as gargalhadas abrem-se, euforicamente, as garrafas de champanhe, "que comece a festa".
O mito já só vive nos mesmos filmes de mau gosto que os canais televisivos insistem em repetir ano após ano com o intuito de juntar a família toda no sofá, num convívio confortável.
A dança entre as luzes e o barulho agora é arrastada e triste, já ninguém espera pela meia noite para abrir as prendas e a ilusão de diversão só existe nos adultos que beberam mais um ou dois copos que o normal.
E a magia? Quero ser criança mais uma vez, ignorar a futilidade do festejo e não saber o significado das palavras. Talvez este ano me devolvam a inocência e talvez assim eu consiga recuperar o Natal.

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