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CLIMAX

Hoje foi um dia normal, apenas comi cigarros enrolados à pressa e beberiquei cafés. A ansiedade deixa-me louca. Ah, também pensei em ti. O meu corpo pensou no teu. Nunca te disse, mas gosto do cheiro do teu cabelo e em como fica na minha roupa quando te encostas a mim. Gosto da maneira em como te "fazes difícil" e depois te entregas. Sem amor. Já não temos isso. Já só temos o desejo de entregar-mo-nos apressadamente um ao outro. Sonhei contigo. Não te disse.
Já não me lembro dos teus beijos. Contudo lembro-me do que senti cada vez que as minhas unhas te cravavam na pele, sentia-me viva. Atingi o climax de viver, contigo. Tudo o que vivo agora não tem piada, entedia-me. Voltei a sonhar contigo. Voltei a não te dizer.
Imaginei-nos a ser felizes juntos em segredo. Gostei da ideia. Esquece as outras putas com quem passas as noites em que te entregas ao álcool. Deseja-me sóbrio. Gosto de pensar que no caminho para casa, depois de um serão no berço duma puta qualquer, pensas em mim e em como preferias ter passado a noite inocentemente na minha companhia, no meu perfume.
Mais uma vez encontro-me a desejar o que não deveria de querer. Mais uma vez sou tua numa cama que conhece melhor a tua presença do que a minha. Quero um cigarro, mais um... pousar a cabeça no peito do costume. Esta noite voltei a sonhar com o teu rosto, desta vez situado algures em mim. Preferia que as luzes estivessem acesas. "Bom dia meu amor".  Era apenas um sonho. Não te disse.
Não confio em ti. Não te confio o meu corpo e acredita que me quero entregar a ti. Merece-me. Cativa-me. Traz-me, novamente, o climax de viver.

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