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Identidade Perdida

Todos pensamos, até um certo momento, que vamos permanecer eternamente aquela criança de sete ou oito anos adorada pelos pais e rodeada pelos amigos.
Eu própria pensei que ia ser uma mulher tão séria como era em menina mas preenchi todos os momentos vazios com vícios e sorrir, e quando digo sorrir refiro-me àquelas gargalhadas bem dadas acompanhadas pela típica inocência de estar na flor da idade... bem, sorrir tornou-se num acontecimento cada vez mais escasso.
E fico ainda mais triste quando penso que já pensei que fui verdadeiramente feliz e já não penso mais. No fim das contas culpo a vida quando é que sou culpada desta sina.
Já não sou adorada pelos pais e, apesar de ter amigos, sinto-me rodeada por demasiadas caras desconhecidas com identidades duplas.
E, com a idade, vieram os preconceitos, os dogmas, as mentalidades, os julgamentos, as segundas intenções e de repente parece tudo tão falso e de plástico.
Supostamente saímos do casulo, vemos o mundo, experimentamos tudo o que esta vida nos tem para dar... sinto que ao mesmo tempo me tiraram a liberdade. Quer dizer, onde estão as correrias, as brincadeiras? Onde está a felicidade que pensava ter? Onde estou eu?
Com a idade tornei-me na mulher que em menina jurei não ser porém já não há volta a dar, o mundo já não tem o mesmo encanto e eu já não sei quem sou.

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